Politicando
Thiago Prado pode não voltar para secretaria de JHC, e exercer mandato de vereador
Vereador eleito e prefeito conversaram, mas ainda não chegaram a acordo sobre participação na próxima gestão
Dentre as várias reuniões que estão sendo realizadas pelo prefeito JHC (PL), em uma delas ficou definido que o delegado Thiago Prado (PP), eleito recentemente para a Câmara de Maceió com grande votação, deve exercer o mandato.
Prado e JHC não chegaram (pelo menos ainda) a um consenso sobre a participação do delegado na composição política do prefeito. Nos bastidores, a informação é que o vereador eleito gostaria de manter a Secretaria de Segurança Comunitária na sua cota política.
O prefeito teria concordado com a ideia, desde que o próprio Prado fosse o secretário, abrindo assim uma vaga no PP para João Catunda, atual vereador que não conseguiu se reeleger.
O problema é que, além de manter a pasta, o delegado gostaria também de exercer a função de parlamentar, diante da grande votação que recebeu em 6 de outubro - foi o segundo mais votado da chapa, com 6.802 votos.
Diante do modelo proposto por Thiago, a informação é que o prefeito preferiu então remanejar a vereadora Olívia Tenório (PP) para a secretaria da Mulher, abrindo assim espaço para Catunda e resolvendo em parte a questão. Thiago Prado, por enquanto, fica onde está.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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