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PT pode perder (ou ganhar) uma secretaria no governo Paulo Dantas

Briga entre tendências internas da legenda pode fazer com que governador mexa nos espaços

28/10/2024 16h04 - Atualizado em 28/10/2024 16h04
PT pode perder (ou ganhar) uma secretaria no governo Paulo Dantas

A reforma do secretariado do governo Paulo Dantas, aguardada para o início de 2025, pode causar alterações importantes nos espaços ocupados pelo PT na estrutura estadual.

Atualmente, o Partido dos Trabalhadores tem duas pastas na gestão Dantas: Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), ocupada por Gino César, e Mulher e Direitos Humanos (Semudh), ocupada pela ex-sindicalista Maria José.

Consta que, internamente, ambas as pastas são ocupadas por secretários alinhados ao deputado Paulão e à sua tendência interna no PT, chamada Construindo um Novo Brasil (CNB).

O afastamento de Paulão, que conversa com prefeitos ligados à Arthur Lira, bem como a postura da CNB em insistir numa candidatura própria à prefeitura de Maceió fazem com que o governo repense os espaços do deputado.

É provável que o PT continue com duas pastas, mas que uma delas seja direcionada à Resistência Socialista, segunda maior tendência interna da legenda, que tem entre seus filiados o deputado estadual Ronaldo Medeiros - este sim, um fervoroso apoiador de Rafael durante a campanha.

Outra hipótese, menos provável, é que o partido ‘caia pra cima’; ganhe mais uma pasta no governo, contemplando finalmente a tendência de Medeiros - o que deixaria a sigla maior e mais importante do que o seu real tamanho político.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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