Politicando
Alfredo Gaspar deve ganhar de fato o controle do União Brasil em Alagoas
Deputado será o presidente estadual da legenda, e partido vai sair das mãos simbólicas de Arthur Lira
Como um ato contínuo da disputa política pelo comando da Câmara dos Deputados, o deputado federal Alfredo Gaspar deve ganhar uma função a mais em Alagoas. Deve cair nas mãos dele, nas próximas semanas, a presidência estadual do União Brasil em Alagoas.
Na prática, já era Alfredo o grande expoente do partido em Alagoas. Já estava nas mãos dele as articulações para as eleições municipais deste ano, onde apesar de não eleger nenhum prefeito, a sigla terminou com bom número de vereadores.
Agora, a ideia do presidente nacional do União, Antonio Rueda, é de fazer Alfredo de fato e de direito a referência do partido no estado - o que significa tirá-lo simbolicamente das mãos de Arthur Lira.
Conforme relatos de bastidores, o presidente estadual da legenda, Luciano Cavalcante, terá que entregar a chave do partido a Gaspar, ou se quiser continuar na sigla terá que trabalhar para ele, e não para Arthur.
No frigir dos ovos, mesmo que a divergência entre Lira e Elmar Nascimento esteja resolvida - pelo menos é o que o próprio Elmar andou declarando na última semana - o fato do União Brasil não levar a presidência da casa pesou para a perda do controle da legenda em Alagoas por Arthur.
Com o partido na mão, fica a cargo da legenda e do próprio Gaspar o direcionamento do União Brasil em 2026 - se a reeleição do deputado para mais um mandato na câmara ou uma disputa ao senado.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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