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Lula pode pedir que JHC deixe PL para 2026

Reunião do presidente com prefeito de Maceió deve acontecer nos próximos dias

20/11/2024 17h05 - Atualizado em 20/11/2024 17h05
Lula pode pedir que JHC deixe PL para 2026

A aguardada audiência de Lula com JHC, que ainda não tem data para acontecer, pode conter um pedido importante do presidente, pensando numa futura construção de uma frente política única em Alagoas para 2026.

Na mesa do presidente, segundo analistas, estará a proposta para que JHC deixe o PL e filie-se a uma legenda dentro do arco de alianças do governo federal. O afastamento da sigla de Bolsonaro pode abrir caminho para uma candidatura do prefeito de Maceió ao governo, sob as bênçãos de Lula.

Junto ao ex-deputado João Caldas, JHC articula fortemente a indicação de sua tia Marluce Caldas, para uma das vagas disponíveis como ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ). E neste processo, a conversa com Lula pode ter o tom de ‘toma lá, dá cá’.

O que se ventila que pode acontecer neste encontro? que Lula gostaria de uma chapa única com Renan Calheiros (MDB) e Arthur Lira (PP) como seus senadores. Como Renan Filho (MDB) ainda tem quatro anos no senado, uma saída seria a candidatura de JHC ao governo - um chapão juntando todos.

Para JHC, deixar o PL não significa apenas deixar uma legenda, mas todo um eleitorado de direita e bolsonarista, que o ajudou na acachapante reeleição de outubro na capital. E a reação deste eleitor tem sido a pior possível para o prefeito.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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