Politicando
Escolha de tia de JHC para o STJ pode melar relação de Lula com Renans em AL
Lula já recebeu sinais de aliados locais de que indicação pode ser encarada como ‘traição’
Uma suposta futura escolha do presidente Lula (PT) pela procuradora Marluce Caldas, para uma das vagas no Superior Tribunal de Justiça (STJ), pode trazer dificuldades na relação entre o presidente e seus aliados locais, que estão em campo distinto do ocupado pela família de Marluce.
Quanto à capacidade técnica, é unanimidade que a procuradora tem todos os elementos para ocupar a vaga. Acontece, porém, que pela característica tão rara, a ocupação do espaço passa também pelo crivo político - e é nessa seara que Marluce pode ver suas chances minarem.
Indicar a tia do prefeito JHC, presidente estadual do PL, trará um custo local a Lula, que irá desagradar 100% de seus aliados em Alagoas: Calheiros, Paulo Dantas, Marcelo Victor e Rafael Brito já tiveram entreveros na política com o prefeito de Maceió.
Em Brasília, o que se comenta é que Renan pai, Renan Filho e outros aliados já emitiram sinais a Lula, de que uma futura indicação de Marluce para o STJ configura o fortalecimento de um grupo de oposição no estado, além de ser encarado por eles como ato de ‘traição’ por parte do presidente.
Lula, um pragmático em sua essência, gostaria de usar a indicação da procuradora na construção do sonho de um ‘super chapão’ em Alagoas em 2026, que possa contemplar ao mesmo tempo os Calheiros, JHC e Arthur Lira - isolando assim o bolsonarismo raiz no estado.
No papel é uma ideia aceitável, mas na prática é um palanque tão pesado que pode desabar antes mesmo de começar.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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