Politicando
Filiados deixam tendência majoritária do PT após indicação de Dafne Orion como futura presidente
Militantes históricos da legenda vão fundar nova corrente interna
Em nota divulgada nas redes sociais, membros da principal tendência interna do PT, a Construindo Um Novo Brasil (CNB), anunciaram a saída do grupo majoritário da legenda.
O grupo é o mesmo que dirige o PT estadual há vários anos, e tem entre seus integrantes o atual presidente estadual, Ricardo Barbosa, e também o deputado federal Paulão.
Dentre os militantes que deixaram a corrente, está o jornalista Marcelo Nascimento, filiado há cerca de 30 anos ao PT - e que era, até pouco tempo, um dos principais expoentes da CNB, além de outros veteranos militantes da sigla, da capital e do interior.
Nascimento e este mesmo grupo anunciaram, nesta quarta (11), que estão lançando uma nova corrente interna do partido em Alagoas, o Movimento PT. No sábado (14), o novo grupo fará um evento de lançamento, com a presença do coordenador geral da tendência.
Fontes internas, consultadas pelo Blog Politicando, informaram que o êxodo de militantes da CNB reflete as movimentações do grupo de Ricardo Barbosa e Paulão para manter o controle da legenda em nível estadual, mesmo após os recentes fatos de mau uso dos recursos do fundo eleitoral praticados pelo atual presidente.
Barbosa e a CNB anunciaram, no começo deste mês, a sindicalista Dafne Orion como a candidata da tendência à presidência estadual do partido. Dafne é oriunda do Sindicato dos Urbanitários, o mesmo pelo qual Paulão militou por décadas e onde ainda exerce influência política.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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