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Filiados deixam tendência majoritária do PT após indicação de Dafne Orion como futura presidente

Militantes históricos da legenda vão fundar nova corrente interna

11/12/2024 17h05 - Atualizado em 11/12/2024 17h05
Filiados deixam tendência majoritária do PT após indicação de Dafne Orion como futura presidente

Em nota divulgada nas redes sociais, membros da principal tendência interna do PT, a Construindo Um Novo Brasil (CNB), anunciaram a saída do grupo majoritário da legenda.

O grupo é o mesmo que dirige o PT estadual há vários anos, e tem entre seus integrantes o atual presidente estadual, Ricardo Barbosa, e também o deputado federal Paulão.

Dentre os militantes que deixaram a corrente, está o jornalista Marcelo Nascimento, filiado há cerca de 30 anos ao PT - e que era, até pouco tempo, um dos principais expoentes da CNB, além de outros veteranos militantes da sigla, da capital e do interior.

Nascimento e este mesmo grupo anunciaram, nesta quarta (11), que estão lançando uma nova corrente interna do partido em Alagoas, o Movimento PT. No sábado (14), o novo grupo fará um evento de lançamento, com a presença do coordenador geral da tendência.

Fontes internas, consultadas pelo Blog Politicando, informaram que o êxodo de militantes da CNB reflete as movimentações do grupo de Ricardo Barbosa e Paulão para manter o controle da legenda em nível estadual, mesmo após os recentes fatos de mau uso dos recursos do fundo eleitoral praticados pelo atual presidente.

Barbosa e a CNB anunciaram, no começo deste mês, a sindicalista Dafne Orion como a candidata da tendência à presidência estadual do partido. Dafne é oriunda do Sindicato dos Urbanitários, o mesmo pelo qual Paulão militou por décadas e onde ainda exerce influência política.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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