Politicando
Empresa paulista recebe R$ 300 mil de recursos públicos para Réveillon e cobra ingressos de até R$ 10 mil
O financiamento de festas de Réveillon em Alagoas com verba pública tem gerado controvérsias. Um exemplo disso foi o investimento de R$ 300 mil pelo Governo do Estado no evento Réveillon dos Paulistas, realizado na Barra de São Miguel. O que chamou atenção foi o preço elevado dos ingressos, que chegaram a custar até R$ 10 mil no dia 31 de dezembro.
O repasse foi efetuado em 30 de dezembro, apenas um dia antes da festa, provocando questionamentos sobre a legitimidade e transparência desse tipo de aplicação. Críticos argumentam que eventos com entradas tão exclusivas e de valores altos não deveriam receber dinheiro público.
“Um réveillon com ingressos caríssimos não deveria, por princípio, contar com recursos públicos. Nosso dinheiro foi parar no bolso de empresários, que aproveitaram o início do ano viajando com o dinheiro do contribuinte de Alagoas”, pontuou um analista local.
As festas de fim de ano em Alagoas, apoiadas pelo governo, são importantes para consolidar o estado como destino turístico. No entanto, muitos acreditam que os recursos públicos deveriam ser direcionados para eventos acessíveis e que promovam a cultura local, beneficiando diretamente a comunidade.
Há quem sugira que o governo solicite o reembolso desse valor e que, daqui para frente, os investimentos públicos sejam destinados a ações que gerem inclusão social e impacto direto para a população alagoana.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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