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Encontro entre Teca Nelma e Zé Dirceu é estratégia de ‘sedução’ de tendência interna do PT

Dois principais grupos internos do partido disputam vereadora campeã de votos em 2024

14/01/2025 17h05 - Atualizado em 14/01/2025 17h05
Encontro entre Teca Nelma e Zé Dirceu é estratégia de ‘sedução’ de tendência interna do PT

Chamou a atenção, no último final de semana, a imagem do encontro de petistas locais com o cacique da legenda, o ex-ministro Zé Dirceu. Dentre amigos de militância e companheiros ‘das antigas’, estava a vereadora e neopetista Teca Nelma, que entrou no PT há menos de um ano.

Teca, que foi a campeã de votos do partido em 2024, assinou a ficha do PT mas ainda não se decidiu por nenhuma tendência interna da sigla, que vive momentos de articulação política com vistas às suas eleições internas, que ocorrem em junho.

Dessa forma, a vereadora vai sendo ‘seduzida’ pelos líderes locais das tendências internas - sabidamente as duas maiores, a Resistência Socialista (do deputado Ronaldo Medeiros) e a Construindo Um Novo Brasil, de Paulão e Zé Dirceu.

O encontro com o velho lobo petista, que foi um dos fundadores da legenda e ainda tem grande influência dentro dos processos internos do PT, é mais um capítulo desse jogo de sedução partidária, no sentido de levá-la para a tendência majoritária.

É certo que Teca só está no PT, e deve a sua filiação a uma única personagem: a presidente nacional da legenda, Gleisi Hoffmann. Foi ela que venceu a resistência de Paulão e cia, o que faz com que sua tendência interna, por gratidão, seja a preferida da vereadora.

Porém, nem só de gratidão se vive na política. A ‘bênção’ de Dirceu é importante, mas Teca analisa também outras possibilidades. Até o meio do ano, deverá decidir. E dessa decisão, sairão cenários importantes sobre as eleições de 2026 (que a gente conta em outro momento).

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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