Politicando
Após deixar presidência da Câmara, Lira pode perder espaços na prefeitura de Maceió
Aliança existente desde a eleição de Rodrigo Cunha para o governo do estado em 2022 pode estar perto do fim
O deputado Arthur Lira (PP), que deixa a cadeira de presidente da Câmara dos Deputados no próximo dia 1º de fevereiro, deve enfrentar uma reorganização dos seus espaços na prefeitura de Maceió assim que encerrar seu mandato.
Nos bastidores, a avaliação é de que Lira pode perder influência nas indicações a cargos do primeiro escalão - muitos deles ainda vagos, aguardando uma decisão do prefeito JHC.
Mesmo enquanto ainda é presidente, Lira e JHC já não têm mais a mesma sintonia de outros tempos, o que indica que o distanciamento pode ser uma preparação para a diminuição dos seus espaços, ou até mesmo um rompimento entre eles.
Atualmente, Lira tem influência direta na indicação de Victor Braga para a secretaria de educação do município, em conjunto com sua prima e ex-deputada Jó Pereira.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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