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Marcelo Beltrão deixa o PP e filia-se ao MDB com outros dois prefeitos do litoral sul

MDB agora soma 68 prefeitos e tem a maior bancada de gestores de Alagoas

22/01/2025 00h12
Marcelo Beltrão deixa o PP e filia-se ao MDB com outros dois prefeitos do litoral sul

Um ato solene na manhã desta terça-feira (21) selou oficialmente a volta do prefeito de Coruripe, Marcelo Beltrão para o MDB. A cerimônia de assinatura da ficha do partido pelo prefeito contou com nomes do MDB estadual e com o presidente da legenda em Alagoas, senador Renan Calheiros.

Além de Beltrão, também devem assinar a ficha emedebista os prefeitos de Feliz Deserto, Jorge Nunes, e o gestor de Jequiá da Praia, Felipe Jatobá. Os três vêm para o MDB após deixarem o PP de Arthur Lira.

As articulações para a entrada dos prefeitos na legenda de Renan Calheiros também tornam Marcelo Beltrão o principal candidato à presidência da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), órgão atualmente presidido pelo ex-prefeito de Cacimbinhas, Hugo Wanderley (MDB).

Até o ato desta terça, o prefeito de Pão de Açúcar, Jorge Dantas (MDB) era o favorito para assumir a presidência da associação, mas a filiação de Beltrão à sigla reverteu o cenário em favor do coruripense. Dantas deve ser ‘orientado’ a aceitar a vice-presidência.

Marcelo, Nunes e Jatobá somam-se aos outros 65 prefeitos eleitos pelo MDB em outubro do ano passado, totalizando 68 prefeituras para o partido em Alagoas. Já o PP perde três das 24 que conseguiu fazer em 2024, mas ainda é a segunda legenda com mais prefeitos no estado.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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