Politicando
Governo quer privatizar a Casal até 2027
Estado contratou o BNDES para iniciar o processo de alienação da empresa, que deve ocorrer em etapas
Um comunicado distribuído na última semana, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), informou que já foram dados os primeiros passos para a privatização da Companhia de Águas e Saneamento de Alagoas, a Casal.
A estatal, fundada em 1962, será leiloada, de acordo com o comunicado do banco que assumiu este processo, até 2027. Antes, até 2026, o cronograma prevê as etapas de estudos técnicos, consulta pública, aprovação dos órgãos de controle e publicação do edital. Logo após, o leilão e assinatura do contrato.
Ainda de acordo com a proposta do governo do estado, a sede principal da companhia, no centro de Maceió, deverá ser transferida para um prédio menor no bairro do Farol, já que o antigo imóvel deverá também passar por leilão. As informações são do jornal Extra.
Considerada insolvente por conta do alto índice de inadimplência, a Casal passou por profundas transformações a partir de 2020, quando perdeu a operação do sistema de água e esgoto em ⅔ dos municípios alagoanos - inclusive na capital.
Em troca, o governo do estado e os municípios receberam bilhões de reais pela outorga dos serviços, deixando a companhia apenas com a responsabilidade da captação e distribuição de água para as concessionárias que assumiram o serviço, além do fornecimento aos consumidores em algumas cidades alagoanas.
Com a alienação do seu patrimônio, esses serviços devem passar a ser operados por uma ou mais empresas privadas, que assumem a operação somente na gestão do próximo governador do estado, em 2027.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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