Politicando
Fusão do PSD com PSDB em AL deve continuar nas mãos de Rui Palmeira
Presidente estadual do PSDB, o ex-governador Téo Vilela deve perder cargo diretivo com nova configuração
Em Brasília, avança a negociação que será a pá de cal no que já foi o maior partido do Brasil, o PSDB. As articulações na capital federal dão conta que a legenda irá se fundir ao PSD, presidido pelo ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
A fusão é a única possibilidade de sobrevivência do partido, que hoje conta com 12 deputados federais e apenas um senador. A bancada federal é a ‘moeda’ que permite aos partidos receber recursos e continuar o trabalho político.
Embora existam algumas resistências internas à fusão, como a do atual presidente nacional da sigla, Aécio Neves (MG), os tucanos devem mesmo se tornar um subgrupo do PSD, partido que saiu das eleições municipais de 2024 com o maior número de prefeitos do país.
A partir da fusão nacional, morre também o PSDB em Alagoas. A tendência é que o PSD continue sendo presidido pelo vereador Rui Palmeira, que em outros tempos já foi um ‘tucano’ - foi deputado estadual, federal e prefeito de Maceió ostentando o ‘45’ na urna.
Aliás, o velho PSDB fez história em Alagoas. Teve em Teotônio Vilela Filho o seu principal personagem - um dos fundadores da sigla, Téo foi senador por três mandatos e governador por mais dois pela legenda. Seu sobrinho, Pedro Vilela, foi deputado federal por seis anos.
Com a junção, restará a Téo ‘abençoar’ a união com o PSD, e talvez encerrar sua exitosa carreira política. Ele havia ‘pendurado as chuteiras’, entregando a legenda a Pedro Vilela, que por sua vez preferiu continuar no surfe, devolvendo o cargo para o veterano.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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