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Ação no STF ainda pode tirar Marcelo Victor da presidência da ALE

Autos do pedido solicitado pelo deputado Alfredo Gaspar aguardam decisão na corte superior

03/02/2025 17h05 - Atualizado em 03/02/2025 17h05
Ação no STF ainda pode tirar Marcelo Victor da presidência da ALE

Ainda não há uma resposta definitiva com relação à ação impetrada pelo deputado federal Alfredo Gaspar (União) no STF, questionando a sequência de eleições consecutivas do deputado Marcelo Victor (MDB) para a presidência da Assembleia Legislativa.

Dessa forma, por mais que pareça improvável neste momento, o deputado pode ser pego de surpresa com uma decisão que o afaste do cargo. Decisões em ambos os lados não são novidade na corte, e literalmente ‘tudo pode acontecer’ quando os ministros se debruçarem sobre a questão.

Em 20 de dezembro do ano passado, o ministro Luís Roberto Barroso solicitou esclarecimentos da mesa diretora da ALE. E desde 15 de janeiro o processo aguarda uma decisão - seja monocrática ou coletiva por parte dos demais ministros.

E se o improvável ocorrer, e MV for afastado da função? Mesmo nessa hipótese, é pouco provável que perca o poder político e a primazia de colocar, na posição, um aliado próximo. Que pode ser o atual vice, Bruno Toledo (MDB) ou o decano da casa, o arapiraquense Ricardo Nezinho (MDB).

Seja para qual lado for, Victor segue trabalhando, vigilante. E com o poder assegurado no legislativo, mesmo sem a cadeira de presidente.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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