Politicando
Aliados e oposicionistas repercutem transtornos causados pelas chuvas em Maceió
Rodrigo Cunha falou em grande volume de chuvas em curto período; Davi Maia diz que situação ‘vai piorar’
As chuvas que caem durante esta quarta-feira (05) na capital alagoana também tornaram-se pauta política, sendo comentadas nas redes sociais por vários personagens que atuam em Maceió, detentores ou não de mandato.
Atual vice-prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha (Podemos) fez as vezes de JHC e vistoriou algumas localidades da capital. Cunha, que também é gestor da Secretaria de Infraestrutura do município, atribuiu os transtornos ao enorme volume de chuvas em poucas horas durante a manhã.
Ex-aliado de JHC e um debatedor das questões ambientais, o ex-deputado Davi Maia rebateu o argumento de Cunha. “Vivemos em uma nova era de mudanças climáticas, não existe mais isso de chuva prevista para o mês. Temos que ter cidades sempre preparadas para o pior, com planos e projetos montados, porque daqui pra frente será pior!”, disse.
O deputado federal Paulão (PT) também criticou a gestão das chuvas feita pelo município, ressaltando a necessidade de atualização do plano diretor da cidade. “Os alagamentos constantes nesse período chuvoso escancaram a falta de planejamento urbano e reforçam a necessidade de revisão e atualização do plano diretor por parte da prefeitura”, disse.
Na base de JHC na câmara, poucos parlamentares se manifestaram até o final da tarde desta quarta. Leonardo Dias (PL) publicou um texto orientando a população a tomar cuidados durante as chvas; Já David Empregos (União) repostou orientações dadas pelo coordenador da Defesa Civil, Abelardo Nobre.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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