Politicando
PL pode viver ‘guerra interna’ pelo comando em caso de saída de JHC
Partido do ex-presidente Bolsonaro tem duas tendências internas que devem disputar o controle do partido
Com a saída quase certa do prefeito de Maceió, JHC, da presidência do PL em Alagoas, nos bastidores a movimentação é para identificar quem ‘herda’ a legenda, após a saída de seu principal integrante no estado.
É fato que se JHC decidir mesmo por um outro partido, deve levar uma boa parte dos vereadores que hoje estão na legenda, mas não deve contar com a saída da ‘base bolsonarista’ do partido. Esta deve permanecer firme e forte e ainda disputar o próximo processo eleitoral na sigla.
A questão é que mesmo esta base bolsonarista está rachada dentro da legenda. Hoje, além dos integrantes do grupo de JHC, o PL também é composto por duas ‘tendências’: a do vereador Leonardo Dias e a do deputado estadual Cabo Bebeto.
Internamente (e por vezes até abertamente) a relação é belicosa. Leonardo Dias já alfinetou Bebeto publicamente algumas vezes por conta da relação do deputado com Marcelo Victor na ALE. Já o deputado foi o único a trazer a Alagoas o ex-presidente Bolsonaro, que recebeu uma comenda entregue por ele.
Em caso de saída de JHC, a disputa deve se tornar mais aberta do que nunca, agora pelo controle do partido.
Existe ainda uma terceira via - neste caso, a ‘importação’ de um bolsonarista de fora do PL para dentro da legenda. Alfredo Gaspar, atualmente deputado federal pelo União Brasil, ou Fábio Costa (PP) podem ‘atravessar’ Bebeto e Leonardo Dias e assumir o comando local da sigla.
Em jogo, além da possibilidade de definir o próprio rumo político, o PL é uma ‘joia’ cobiçada. Tem o maior fundo eleitoral do país e o maior tempo de TV nas eleições de 2026, graças aos 95 deputados federais que compõem sua base na Câmara dos Deputados.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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