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Aliados de Marina Silva acionam Heloísa Helena por manipulação de diretórios da Rede em 3 estados

Processo interno pode acabar em afastamento da alagoana da presidência nacional da sigla

13/02/2025 17h05
Aliados de Marina Silva acionam Heloísa Helena por manipulação de diretórios da Rede em 3 estados

Parece não ter fim o inferno astral vivido pela ex-senadora por Alagoas Heloísa Helena, hoje presidente nacional da Rede Sustentabilidade. Após acumular seguidas derrotas eleitorais, Heloísa sofre agora forte questionamento dentro da legenda que preside.

Para piorar a situação, a reclamação oficial, que tornou-se um processo interno do partido, vem de quatro assessores muito próximos a Marina Silva, atual ministra do Meio Ambiente do governo Lula e antiga aliada de Heloísa.

Os quatro militantes da Rede deram entrada, no último dia 5, em um procedimento interno contra a presidente da sigla, que é acusada de manipular diretórios estaduais da Rede e agir de forma autoritária em relação às direções estaduais da legenda em três estados: Amazonas, Pará e São Paulo.

Dentro do partido, está claro que Marina e Heloísa protagonizam, desde o congresso da sigla em 2023, de um racha político por questões de fundo pessoal e ideológico.

Internamente, Heloísa sempre foi contrária à entrada da Rede na base de sustentação de Lula, de quem é desafeta desde que foi expulsa do PT, em 2003. Marina integra o grupo lulista desde as eleições de 2022, ainda durante a campanha eleitoral.

O racha já afastou as antigas amigas, e pode resultar no afastamento da alagoana de Pão de Açúcar da presidência da legenda, a segunda que ela ajudou a construir e pode sair pela porta dos fundos - como aconteceu com o PSOL, em 2015.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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