Politicando
Entrega de residencial em Maceió mostra alinhamento de Arthur Lira com JHC e distanciamento de ministério de Lula
Presença do deputado em evento com prefeito mostra que Lira pretende retomar diálogos locais visando 2026
Embora tenha sido uma cerimônia promovida pelo município, tendo o prefeito JHC (PL) e o seu vice, Rodrigo Cunha (Podemos) como protagonistas, chamou a atenção do mundo político a presença do deputado Arthur Lira (PP) e seu alinhamento com o prefeito da capital.
Lira foi elogioso com JHC. Em seu discurso, afirmou que trabalhou incansavelmente por recursos para a habitação em Alagoas, e ressaltou a alta popularidade do prefeito. “Do mais pobre ao mais rico, da professora ao empresário, do comerciante ao estudante, JHC tem o reconhecimento de todos”, disse.
Os últimos dias mostram que a estratégia política de Arthur, agora, é a de se voltar aos aliados locais e recuperar o terreno perdido para o Calheirismo - que chegou a lhe tirar alguns prefeitos, enquanto o então presidente da Câmara organizava sua sucessão na casa.
Isto inclui a presença e os afagos a JHC, provável candidato ao governo de seu grupo político.
O reflexo direto da aproximação com as coisas de Alagoas, é o distanciamento de uma nomeação por Lula em Brasília. Quanto mais próximo Lira fica de JHC e Rodrigo, mais distante fica das articulações por um ministério do governo federal. A opção mais provável, neste momento, é a de que o deputado desça à planície e continue em 2025 apenas como um líder sem caneta do centrão.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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