Politicando
Isnaldo Bulhões ‘desmente’ Bolsonaro, e diz que anistia não foi sequer discutida na Câmara
Deputado alagoano concedeu entrevista ao portal de internet ICL
Ao Portal ICL de Brasília, o deputado federal alagoano Isnaldo Bulhões (MDB) foi bastante incisivo com relação ao debate sobre a anistia aos presos pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Segundo Bulhões, não há sequer um debate sobre o assunto entre os líderes da Casa.
“Não tem a menor chance desse projeto de anistia passar aqui”, disse Isnaldo à jornalista Heloísa Vilela, do ICL. Quando questionado do porquê teria feito tal afirmação, o deputado foi ainda mais objetivo.
“Isso não foi nem colocado nas reuniões de líderes. Eles falam isso pra base deles. Mas eles sabem que isso não tem a menor chance. Há quanto tempo eles já falam isso?”, questiona o deputado, ao mesmo tempo em que classifica como falácia quaisquer declarações contrárias.
No mesmo dia, o ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que já existia, na Câmara, votos necessários não só para abrir o debate sobre anistia nas comissões temáticas da Casa, mas inclusive para aprovação do tema no plenário - se realizado via projeto de lei, seria necessário maioria simples da casa, ou seja, 257 votos.
As declarações de Isnaldo, coincidentemente ou não, acabam também por atender aos anseios do governo Lula, a quem o deputado pode servir em breve. Bulhões é o nome preferido do atual presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), para ser o ministro de relações institucionais em lugar de Alexandre Padilha.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
Arquivos
Últimas notícias
Chuvas fortes causam alagamentos e deixam trânsito em situação de risco no Centro de Arapiraca
Incêndio atinge e destrói ônibus escolares na cidade de Boca da Mata
‘Rio Largo reconhece quem trabalha’, diz prefeito ao receber Renan Filho
Ônibus da banda Mastruz com Leite sai da pista e bate em árvore durante viagem ao Pará
Pra Fazer História de Novo: caravana percorre 7 cidades em apoio a Renan Filho
