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Leonardo Dias cita déficit de vagas na educação de Maceió e defende projeto de vouchers nas escolas privadas

Vereador falou em cerca de 40 mil vagas que precisam ser criadas, especialmente na educação infantil

24/02/2025 16h04 - Atualizado em 24/02/2025 17h05
Leonardo Dias cita déficit de vagas na educação de Maceió e defende projeto de vouchers nas escolas privadas

Em entrevista ao programa Na Mira da Notícia, o vereador Leonardo Dias (PL) voltou a defender seu projeto de lei que autoriza o município a pagar por vagas em escolas particulares para estudantes da rede pública. Dias afirmou que o projeto é importante diante do déficit de vagas ainda existente em Maceió.

“Faltam [vagas na rede municipal]. 7ª série nós sempre tivemos dificuldade, fora o ensino infantil, as creches. Tínhamos uma defasagem na primeira legislatura de 50 mil vagas em creches, hoje esse déficit está na faixa dos 40 mil, é um desafio grande. Em contrapartida, há oferta na rede privada”, disse.

O vereador indicou ainda a forma como essas vagas seriam pagas - uma espécie de voucher, para que o estudante possa escolher a escola mais próxima de sua residência. “Seria um voucher, no mesmo modelo do Prouni, isso é muito baseado inclusive na lei do Prouni. Embora o sindicato (Sinteal) não tenha gostado, a gente tem que pensar na falta de oferta de vagas”, afirmou.

Dias tocou no assunto ao falar de suas atribuições como presidente da Comissão de Educação, Cultura, Turismo e Esporte da Câmara de Maceió, função que já havia exercido na legislatura anterior e para a qual foi reconduzido no começo do ano.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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