Politicando
Leonardo Dias cita déficit de vagas na educação de Maceió e defende projeto de vouchers nas escolas privadas
Vereador falou em cerca de 40 mil vagas que precisam ser criadas, especialmente na educação infantil
Em entrevista ao programa Na Mira da Notícia, o vereador Leonardo Dias (PL) voltou a defender seu projeto de lei que autoriza o município a pagar por vagas em escolas particulares para estudantes da rede pública. Dias afirmou que o projeto é importante diante do déficit de vagas ainda existente em Maceió.
“Faltam [vagas na rede municipal]. 7ª série nós sempre tivemos dificuldade, fora o ensino infantil, as creches. Tínhamos uma defasagem na primeira legislatura de 50 mil vagas em creches, hoje esse déficit está na faixa dos 40 mil, é um desafio grande. Em contrapartida, há oferta na rede privada”, disse.
O vereador indicou ainda a forma como essas vagas seriam pagas - uma espécie de voucher, para que o estudante possa escolher a escola mais próxima de sua residência. “Seria um voucher, no mesmo modelo do Prouni, isso é muito baseado inclusive na lei do Prouni. Embora o sindicato (Sinteal) não tenha gostado, a gente tem que pensar na falta de oferta de vagas”, afirmou.
Dias tocou no assunto ao falar de suas atribuições como presidente da Comissão de Educação, Cultura, Turismo e Esporte da Câmara de Maceió, função que já havia exercido na legislatura anterior e para a qual foi reconduzido no começo do ano.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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