Politicando
Caos, multidão e votos; o efeito PTK já é sentido pela classe política
Influencer e agitador cultural da periferia maceioense errou na condução de bloco carnavalesco, mas conseguiu aglutinar uma multidão
Para o bem e para o mal, as prévias carnavalescas tiveram um protagonista em 2025: o influencer Patrick Almeida, conhecido em boa parte da periferia de Maceió como PTK.
Foi dele o maior bloco carnavalesco dessas prévias, o Tropa do PTK. Não existem números oficiais, mas certamente mais de 20 mil pessoas, entre quem comprou camisa ou somente seguia o trio elétrico, desfilaram pela orla neste domingo (23).
Tecnicamente, a apresentação foi caótica. Muita gente e desorganização, pouca segurança privada e uma ideia amadora de realizar um evento chamado de ‘after’, em local fechado, cheio de menores de idade e num ambiente que não comportava tanta gente. Claro, acabou em muita confusão e correria.
Mas independente do desfecho deste evento, o mundo político abriu (ou deveria abrir) definitivamente os olhos para a capacidade de aglutinar gente do influencer. Uma característica crucial para quem pretende ter sucesso político-eleitoral - o que é um dos objetivos de PTK.
Seara que o influencer, aliás, já tentou adentrar - e foi parado. Em 2024, foi impedido de se candidatar pela maioria dos integrantes da chapa do Solidariedade, justamente por ‘ameaçar’ eleitoralmente os favoritos do grupo.
Se sanadas algumas questões éticas, em 2028 (ou quem sabe até antes, em 2026) PTK pode causar calafrios em quem acha que pode ter votos na periferia da capital. Se bem orientado e seguir pelo caminho certo, pode fazer estragos políticos e impingir derrotas significativas a políticos de longa experiência.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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