Politicando
Dois deputados alagoanos não assinam PEC da redução da escala 6x1
Texto foi protocolado na secretaria da Câmara nesta terça (25) com 234 assinaturas
A ampla maioria da bancada alagoana na Câmara dos Deputados assinou o requerimento da deputada Erika Hilton (Psol-SP) pela revisão da escala de trabalho 6x1 no Brasil. Dos nove parlamentares de Alagoas, apenas dois não se manifestaram pela tramitação da PEC.
Paulão (PT), Rafael Brito (MDB), Marx Beltrão (PP), Daniel Barbosa (PP), Luciano Amaral (PV), Alfredo Gaspar (União) e Fábio Costa (PP) subscreveram a PEC, que obteve ao todo 234 assinaturas. Apenas Arthur Lira (PP) e Isnaldo Bulhões (MDB) não assinaram a proposta.
Inicialmente combatida pela oposição bolsonarista na Câmara, a PEC acabou recebendo apoio de deputados dos dois lados políticos, tanto em nível estadual quanto nacional. Vários deputados do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, também assinaram o requerimento.
A PEC que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de folga (6x1) e estabelece uma semana de quatro dias de trabalho foi protocolada nesta terça-feira (25), com 234 assinaturas - 63 a mais que o necessário. Erika Hilton afirmou que foram meses de conversas com parlamentares e mobilizações para registrar a proposta na Casa.
A PEC altera o inciso XII do artigo 7º da Constituição brasileira, que passaria a vigorar com a seguinte redação: “duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e trinta e seis horas semanais, com jornada de trabalho de quatro dias por semana, facultada a compensação de horários e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho”.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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