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Gleisi vence concorrência com Isnaldo Bulhões e será ministra da articulação política de Lula

Presidente do PT foi oficializada no início da tarde desta sexta (28) como substituta de Alexandre Padilha, que foi para a saúde

28/02/2025 17h05
Gleisi vence concorrência com Isnaldo Bulhões e será ministra da articulação política de Lula

Não foi positivo para Alagoas o desfecho da concorrência entre o deputado Isnaldo Bulhões (MDB) e Gleisi Hoffmann pelo comando da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) do governo Lula. O presidente escolheu para a função a atual presidente do PT.

Com isso, Gleisi será, após o carnaval, a responsável pela articulação política do governo e diálogo com o congresso nacional sobre temas que interessem a Lula. O primeiro deles deverá ser a aprovação do Orçamento da União para o ano de 2025, que ainda não foi apreciado pelo parlamento.

Isnaldo deverá continuar como deputado, frustrando as esperanças de pelo menos dois personagens da política alagoana, que poderiam ser beneficiados pela ascensão do alagoano: Maurício Quintella e Severino Pessoa, respectivamente primeiro e segundo suplentes do MDB.

Resta ainda a Bulhões uma espécie de ‘prêmio de consolação’: O experiente parlamentar pode ser alçado à condição de líder do governo na câmara, posto que atualmente pertence ao cearense José Guimarães (PT) - e que por ser petista, pode ser retirado do posto para dar mais equidade à correlação de forças na Casa.

O nome de Gleisi começou a ganhar força nos últimos dias, por estar de saída da presidência nacional do PT e ser uma pessoa das mais próximas do presidente. No entanto, sua ida para o cargo era questionada dentro do próprio PT, além de líderes do centrão que acham Gleisi “agressiva” demais para a função.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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