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Estratégia agressiva de Ronaldo Medeiros causa tensão nas eleições internas pelo comando do PT

Deputado tem percorrido o interior do estado e inflado o sistema de filiação

11/03/2025 17h05
Estratégia agressiva de Ronaldo Medeiros causa tensão nas eleições internas pelo comando do PT

Considerado tranquilo em outros tempos, o processo de eleição direta (PED) do PT que ocorre em julho deste ano promete ser mais equilibrado - e consequentemente, mais tenso do que os anteriores.

Isto porque o deputado Ronaldo Medeiros, que vai concorrer à presidência da legenda, resolveu entrar de cabeça na eleição e varrer o estado à procura de filiações para a legenda.

A eleição petista é direta, ou seja, todo filiado que constou no sistema até o último dia 28 de fevereiro está apto a votar nas direções municipais, estadual e nacional do PT.

Ciente da regra do jogo, Medeiros tem percorrido o estado inflando o número de filiações do partido, que de acordo com números do TRE, já é a agremiação partidária com mais filiados em Alagoas.

Entre dezembro de 2024, quando foi aberta a campanha de filiação, e o final de fevereiro, o partido cresceu de 21 mil para quase 37 mil filiados, um aumento de quase 19 mil novos integrantes.

Fontes internas da legenda afirmam que outras 3,6 mil filiações foram impugnadas, e que muitas lideranças estariam ‘enxertando’ novos filiados com objetivo de aumentar o eleitorado de várias chapas.

Todos esses ingredientes vão dando um tempero tenso ao processo interno do partido. Hoje, segundo fontes internas, não há favorito e após décadas na mão do mesmo grupo, o PT pode mesmo mudar de mãos.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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