Politicando
Carlos Gonçalves rompe com GG e viaja à Brasília para encontrar Renans
Prefeito de Rio Largo não teve pauta com senador e ministro, apenas gravou vídeo que soou como ‘recado’ a GG
Em rota de colisão com o ex-prefeito Gilberto Gonçalves (PP), o atual gestor de Rio Largo, Carlos Gonçalves (PP) esteve em Brasília nesta terça-feira (11) e se encontrou com o senador Renan Calheiros (MDB) e com o ministro Renan Filho (MDB).
O encontro, amplamente divulgado nas redes de Carlos e de seus apoiadores, surpreendeu GG e antigos aliados do prefeito, que veem no gesto uma espécie de ‘traição’ com o aliado que lhe alçou à condição de gestor da terceira maior cidade de Alagoas.
Embora tenha levado uma série de aliados, como vereadores, secretários e o vice-prefeito para a capital federal, Carlos não divulgou no vídeo quais as pautas tratadas com o senador Renan e o ministro Renan Filho.
Para alguns interlocutores, a impressão é a de que não houve pauta com os Calheiros, e o encontro serviu apenas para ‘passar um recado’ a GG e tornar público o rompimento entre os antigos parceiros.
A inevitável ruptura, ao menos por enquanto, de GG e CG leva a uma pergunta: de que lado ficará o povo (e o eleitorado) de Rio Largo? Embora prefeito, Carlos ainda é um ‘ilustre desconhecido’ de boa parte da população; e GG, embora sem a caneta, ainda ostenta altos índices de popularidade.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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