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‘Namoro’ entre Renan Calheiros e JHC pode isolar Arthur Lira em 2026

União com grupo do atual prefeito pode deixar deputado alagoano sem vaga numa chapa majoritária em 2026

17/03/2025 17h05 - Atualizado em 17/03/2025 17h05
‘Namoro’ entre Renan Calheiros e JHC pode isolar Arthur Lira em 2026

A presença do ex-deputado João Caldas e da senadora Eudócia Caldas (PL) em um ato do ministério dos transportes, controlado por Renan Filho e com a presença da cúpula do MDB estadual, pode significar bem mais do que o alinhamento político entre dois grupos adversários nas eleições de 2026.

Isto porque um importante personagem da política alagoana não estava na foto que rodou o estado durante o dia: o deputado federal Arthur Lira (PP).

A ausência de Lira, aliada ao novo alinhamento entre o presidente do MDB, senador Renan Calheiros, e o ex-deputado João Caldas (considerado o articulador político do filho, JHC), pode indicar a formação de um chapão em 2026 onde não conste a presença do ex-presidente da Câmara dos Deputados.

Vejamos: se houver uma articulação em torno de um nome de consenso ao Palácio Zumbi dos Palmares, Renan e Caldas podem ‘dividir’ igualmente a chapa ao senado; Calheiros como um nome, e Eudócia ou o próprio JHC como o outro. Não sobraria espaço para Arthur Lira.

Um acordo que isole o ex-presidente Lira não seria estranho para Renan, considerando que o senador não digere o crescimento político do adversário, e vê como uma ameaça a aproximação de Arthur com o presidente Lula, que pode apoiá-lo para o senado em 2026.

Enfim, o enxadrista Renan Calheiros está no jogo, no que pode ser sua mais difícil e última eleição.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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