Politicando
"Garanto que não assinei nada desde que assumi a prefeitura” diz Carlos Gonçalves
Declaração de Carlos leva a discussão sobre crise política para a esfera judicial
Pela primeira vez desde o início da crise política em Rio Largo, o prefeito Carlos Gonçalves (PP) admitiu que a assinatura do termo de renúncia, lido no plenário da Câmara de Rio Largo no último dia 31, pode ser verdadeira.
Gonçalves ressaltou, no entanto, que mesmo que a assinatura no documento seja verdadeira, não há por parte dele nenhuma intenção de renúncia, e que o documento não poderia ser utilizado.
Ao blog do jornalista Ricardo Mota, Carlos assegurou que mesmo que tenha assinado o documento, isso não aconteceu enquanto ele já era prefeito de Rio Largo - logo, deixou nas entrelinhas que a assinatura de um termo de renúncia pode ter sido um dos requisitos para que ele fosse o candidato apoiado pelo ex-prefeito Gilberto Gonçalves (PP).
“Ela é ideologicamente falsa, porque eu não assinei nenhuma carta desde janeiro. Ela não expressa a minha vontade, que é de fazer uma boa administração em Rio Largo. A assinatura bate com a minha anterior, mas não com a assinatura de agora. Garanto que não assinei nada desde que assumi a prefeitura”, afirmou.
Ao admitir publicamente que pode ter assinado um documento de renúncia antes de assumir o mandato, a discussão jurídica atinge agora um outro patamar. É preciso que a justiça esclareça se um documento, mesmo que assinado no passado, tem valor jurídico maior do que a afirmação do próprio autor da assinatura.
Pego ‘no pulo’, a pequena inverdade defendida pelo prefeito também fortalece o presidente da Câmara, que sempre defendeu a veracidade do documento, e foi o primeiro a desafiar Carlos a mostrar que sua assinatura havia sido forjada - este sim, um crime de falsidade ideológica, ato que parece não ter ocorrido.
Trocando em miúdos, a inconfidência do prefeito joga ainda mais incerteza sobre o futuro político de Rio Largo, e mantém acesa a crise institucional, que aguarda agora um desenrolar na esfera judicial.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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