Politicando
Arthur Lira articula apoio de Bolsonaro para o senado em 2026
Deputado alagoano foi citado pelo ex-presidente como candidato ao senado com seu apoio em Alagoas
No xadrez político que vai se formando aos poucos para as eleições de 2026, o deputado federal Arthur Lira realizou um movimento que chamou a atenção, em direção ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Vale lembrar: Arthur Lira foi o primeiro-ministro informal de Bolsonaro, resolvendo as questões políticas do seu governo, enquanto o presidente se ocupava em mobilizar sua militância com pautas ideológicas. O alagoano pediu voto para o ex-presidente em 2022.
Foi de Bolsonaro a declaração, dada em um podcast na manhã desta quarta-feira (09), de que deve apoiar Arthur para o senado em Alagoas. O alinhamento com o ex-presidente, junto com a resistência do deputado em assumir um ministério de Lula, deve mobilizar para ele o eleitor bolsonarista alagoano.
De certa forma, a declaração de Bolsonaro a seu favor é uma resposta de Lira aos movimentos recentes de seu aliado (?), o prefeito da capital JHC (PL), que anda cada vez mais próximo do lulismo em Brasília.
JHC e seu grupo também andam sendo cortejados pelos Calheiros, que já fizeram um afago a toda família, ao convidá-los para uma inauguração do governo federal na região de Ibateguara, sua terra natal.
Foi nesse ínterim que acendeu um sinal de alerta para Lira: em caso de acordão entre Caldas e Renan, é ele quem sobra - e ciente disso, ele reatou uma ‘amizade’ com o velho aliado de governos anteriores.
Jogo sendo jogado. Restam 18 meses para as urnas, e muito ainda vai acontecer.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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