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O elo de ligação entre uma futura aliança Caldas-Calheiros

Senador em exercício durante licença do ministro Renan Filho, Fernando Farias atua para que aliança aconteça em 2026

14/04/2025 17h05 - Atualizado em 14/04/2025 18h06
O elo de ligação entre uma futura aliança Caldas-Calheiros

Discreto e quase imperceptível no cenário político estadual, avesso à entrevistas e com raras aparições nas redes sociais, o senador Fernando Farias (MDB) é o elo mais forte do que pode vir a ser uma aliança futura entre a família Caldas e o MDB de Renan Calheiros.

A saber: mesmo antes de tornar-se suplente do senador Renan Filho, Farias já frequentava o meio político pelas mãos de João Caldas, ex-deputado federal e um dos articuladores de JHC. Além de infraestrutura de campanha, o atual senador pedia voto para JC nas indústrias do seu grupo empresarial.

Secretário de Gabinete Civil e homem forte do então governador Renan Filho, Fábio Farias, foi superintendente do Porto de Maceió pelas mãos de João Caldas, à época deputado federal. Fábio é sobrinho de Fernando, e foi dele a indicação para Caldas.

Ao senador interino, é interessante que Renan Filho seja governador do estado, já que renuncia definitivamente ao senado e ele, Farias, torna-se senador por Alagoas até 2030.

Ainda não há um formato para uma aliança, nem sequer a certeza de que a fumaça realmente se transformará em fogo. Mas o que era uma porta fechada já deixa uma fresta entreaberta. Renan já fez elogios públicos a JHC e Caldas, e Renan Filho já não é mais tão efusivo sobre os assuntos de Alagoas.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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