Politicando
Heloisa Helena impõe derrota humilhante a Marina Silva, e Rede pode desembarcar do governo Lula
Vitória de ala menos governista do partido pode impulsionar mudança nos rumos
Após a sexta edição do congresso nacional da Rede Sustentabilidade, o grupo liderado pela ex-senadora alagoana Heloísa Helena impôs uma dura derrota à atual ministra do Meio Ambiente de Lula, Marina Silva. A chapa de Marina obteve 26% dos votos, enquanto a de Heloísa sagrou-se vencedora com 74%.
O congresso da legenda foi o mais recente capítulo do processo de afastamento total entre Heloísa e Marina, que já foram muito próximas politicamente e chegaram a fundar juntas a Rede, em 2013.
Durante o evento, que ocorreu em Brasília durante o último final de semana, Marina chegou a ser muito vaiada enquanto discursava em defesa da sua chapa. A ministra, segundo avaliação de militantes da Rede, tem tido uma postura ‘adesista’ demais ao governo, o que tem ajudado a descaracterizar o partido.
Heloísa Helena, por sua vez, tem representado uma Rede ‘voltando às bases’ e mais independente de Lula, o que agradou à maioria dos filiados à sigla. A alagoana voltou aos debates internos do partido após longo período, depois de perder duas eleições consecutivas pelo estado do Rio de Janeiro.
A vitória de Paulo Lamac, ex-vice-prefeito de Belo Horizonte, à presidência nacional da Rede, pode significar um revés em relação ao governo Lula, já que esta ala é bastante arredia ao presidente.
Um dos efeitos imediatos do congresso pode ser a perda do único deputado federal da legenda - Túlio Gadelha (PE), que apoiou o grupo derrotado e também foi bastante vaiado durante seu discurso, pode deixar o partido e ingressar em outra legenda.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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