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PF revela que dinheiro de respiradores que nunca chegaram a AL bancou compra de carros de luxo

Empresa que venceu a concorrência está sendo processada pelo TCU

29/04/2025 17h05 - Atualizado em 29/04/2025 17h05
PF revela que dinheiro de respiradores que nunca chegaram a AL bancou compra de carros de luxo

A empresa HempCare, vencedora de uma concorrência realizada pelo Consórcio Nordeste para a compra de respiradores durante a pandemia de Covid-19, terá que responder a um processo aberto pelo Tribunal de Contas da União (TCU), e terá que devolver cerca de R$ 48 milhões, relativos à compra que nunca foi realizada.

Alagoas foi um dos estados que aderiu à compra, contratada a partir do governo da Bahia, via Consórcio Nordeste. O estado pagou, segundo noticiário da época, R$ 4,6 milhões. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o valor foi devolvido pelo Consórcio ao governo em 12 de junho de 2020, cerca de dois meses depois da não aquisição.

Conforme investigação da PF, os gestores do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas e Valderi Claudino de Souza, foram indiciados por gestão temerária, ao assinar um contrato com pagamento à vista, para uma empresa que havia sido constituída apenas nove meses antes da compra.

Embora o valor relativo à parte de Alagoas tenha sido devolvido conforme declaração da Secretaria de Saúde, a empresa contratada não conseguiu devolver os demais recursos dos estados que também fizeram a compra.

A Polícia Federal constatou que a mesma empresa, dias após o recebimento dos valores pelo consórcio, fez vários depósitos e repasses a pessoas físicas sem nenhuma relação com a compra. Dentre outros itens, o dinheiro serviu para a compra de dois carros de luxo e o pagamento de R$ 150 mil em faturas de cartão de crédito.

No entanto, o TCU divergiu da tese da PF, e tornou réus apenas a empresa HempCare e seus gestores. Gabas, Valderi e o governador da Bahia e presidente do Consórcio à época do contrato, Rui Costa (PT), não foram indiciados.

Em sua defesa, Gabas, que é ex-ministro da Previdência dos governos Lula e Dilma, disse que a compra emergencial, realizada no período da pandemia, tinha que ser feita à vista por conta da alta demanda em todo o mundo, e que esta era a prática naquele momento.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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