Politicando
Dantas desconfia que JHC não vai cumprir acordos com Lula após indicação de tia para o STJ
Por este motivo, governador apoia outro nome para a vaga na corte superior
Dois movimentos realizados pelo governador Paulo Dantas nas últimas semanas chamaram a atenção do meio político, principalmente por estar em direção oposta ao que pensa o senador Renan Calheiros e o ministro Renan Filho.
Em ambos os casos, Paulo ‘dobrou a aposta’, e isso tem um sentido.
O governador tornou pública sua posição de não concordar com a indicação da procuradora Marluce Caldas para a vaga de ministra do STJ, que aguarda na mesa do presidente Lula. Para ele, o nome ideal é o de Sammy Barbosa, do MP do Acre.
Logo após, Dantas deu aval para a manutenção de sua filha, Paula Dantas, à frente da presidência estadual do PSB/AL, mesmo com o partido na iminência de ser entregue a JHC, como parte do acordo para que ele se alinhe à base de apoio de Lula.
No primeiro caso, Dantas poderia reiterar a posição de Calheiros e Filho, e concordar com a indicação de Marluce, mas preferiu apoiar um outro nome, do Acre, e tornar isso público para a imprensa nacional.
No segundo, já sabedor que vai perder o comando do PSB, o governador poderia interceder por um nome menos pessoal para o cargo - assim não sofreria o incômodo de ver sua própria filha ser demovida da presidência por um ato da direção nacional da sigla.
Em reservado, Dantas avalia que tanto Lula quanto os Calheiros serão ‘traídos’ por JHC. Ao obter a indicação de sua tia para o STJ, o prefeito deverá optar por permanecer no PL e continuar com seu grupo político, visando as eleições de 2026 - o que inclui a base bolsonarista e seus integrantes.
Dessa forma, o governador segue a vida, confiante nas suas convicções. Quem estará certo? a canetada de Lula para o STJ e o que ocorre depois dirá quem tem razão.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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