Politicando
Teca Nelma paga ‘dívida’ com Gleisi Hoffmann e declara voto em Dafne Orion nas eleições internas do PT
Presidente nacional da sigla foi a responsável pela sua filiação em 2024
Em evento de campanha realizado na última quarta-feira (30), a vereadora por Maceió Teca Nelma finalmente se posicionou a respeito das eleições internas da legenda, que acontecem em julho.
Esquivando-se do tema desde que assinou a ficha de filiação ao PT, Nelma agora optou por se alinhar à tendência majoritária da sigla em Alagoas, a CNB - e declarou voto na sindicalista Dafne Orion, aliada do deputado Paulão, para a presidência estadual do partido.
“Muita gente me procurou, durante muito tempo eu era uma ‘persona non grata’ no partido, e depois que as portas se abriram a gente conseguiu reverter essa situação e mostrar que eu sempre fui petista, meu coração sempre foi petista. O trabalho que eu faço na Câmara de Vereadores tem tudo a ver com o trabalho que a Dafne quer fazer no PT em Alagoas”, disse.
Com isso, a vereadora toma o lado que já era esperado, considerando que a sua filiação no PT, na janela partidária de 2024, só aconteceu por interferência direta da presidente nacional da legenda, Gleisi Hoffmann - que é da mesma CNB de Dafne e Paulão.
Apesar do apoio de peso, a eleição para o comando da legenda de Lula em Alagoas segue uma incógnita. Após mais de 20 anos no poder, o grupo do deputado Paulão pode perder a presidência petista para o deputado Ronaldo Medeiros, em um processo tenso e muito equilibrado.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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