Politicando
Com assinatura de dois alagoanos, deputados propõem CPI do INSS
Requerimento já atingiu número mínimo e está em posse do presidente da Casa
Dois deputados da bancada alagoana assinaram, até o momento, um requerimento de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar descontos irregulares em aposentadorias do INSS, descobertos a partir de operação desencadeada pela Controladoria Geral da União (CGU).
Alfredo Gaspar (União) e o delegado Fábio Costa (PP) foram os únicos da bancada do estado que subscreveram o pedido de CPI, que até a noite da quarta-feira (30) já tinha alcançado 185 deputados, além das 171 assinaturas necessárias previstas em lei.
Considerada uma CPI de oposição, o requerimento contou com 81 assinaturas de deputados de partidos que compõem a base de Lula - a maior parte de partidos do centrão. Nenhum deputado do PT assinou a proposta.
Por enquanto, não há manifestação do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Rep), sobre a abertura da comissão na Casa. É dele a prerrogativa de mandar instalar a CPI ou engavetar a proposta. Com o feriadão, é possível que ele fale sobre o assunto somente na próxima segunda (05), durante reunião com líderes.
As irregularidades da ordem de R$ 6 bilhões no INSS levaram à demissão do presidente do órgão, Alessandro Steffanutto, e podem derrubar o ministro da Previdência, Carlos Lupi, a qualquer momento.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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