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Câmara deve aprovar urgência e aumentar número de deputados para 527

Proposta de deputada carioca cria mais 14 vagas na próxima eleição e pode aumentar quantidade a cada revisão do Censo

05/05/2025 17h05
Câmara deve aprovar urgência e aumentar número de deputados para 527

Amarrada durante a última reunião de líderes, ocorrida na quarta-feira (30) antes do feriado, a proposta para aumentar o número de deputados na Câmara não deve encontrar dificuldades para ser aprovada na sessão convocada para esta segunda-feira (05).

Na reunião, que contou com a presença do líder do MDB, alagoano Isnaldo Bulhões, os maiores partidos da Casa decidiram correr com a proposta alternativa à redução de parlamentares da Câmara, uma exigência da Constituição Federal, que delimita o número de deputados de acordo com a população de cada estado.

A medição, feita a partir do Censo realizado pelo governo Bolsonaro em 2021, apontou que sete estados - dentre eles Alagoas - perderiam de um até quatro deputados, o que refletiria também na quantidade de cadeiras para deputado estadual, que tem relação com o número de federais de cada estado.

O projeto de lei alternativo, apresentado pela deputada Dani Cunha (União-RJ), propõe que seja invertido o texto da constituição federal, que atualmente fala que a Casa deverá ter “no máximo 513 deputados”. De acordo com a proposta alternativa, o texto muda para afirmar que a Casa deverá ter “o mínimo de 513 deputados”.

Isto significa, na prática, que estados que não aumentarem suas populações não perderão deputados, mas outros que crescerem ganharão novas vagas a cada censo, o que tornará a Câmara maior a cada revisão do Censo, de dez em dez anos.

A proposta também livra Alagoas de perder uma vaga para deputado federal - de nove para oito - e três cadeiras na Assembleia Legislativa - de 27 para 24. Esse número seria revisado em 2030, mantendo-se em nove ou aumentando, caso a população também aumente.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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