Politicando
Kassab quer Paulo Dantas no PSD ainda em 2025
Presidente nacional da sigla pretende deixar governador de AL ‘pronto’, caso dispute as eleições de 2026
O governador Paulo Dantas (MDB) tem dito e repetido, em todos os compromissos públicos dos quais participa pelo estado: fica até o último dia do seu mandato, em 6 de janeiro de 2027.
No entanto, uma circunstância muito comentada nos bastidores pode mudar essa previsão. Interlocutores avaliam, sim, que Dantas pode participar das eleições de 2026 - e o único caminho possível, neste caso, seria uma eleição para deputado federal.
É de Dantas, mesmo que indiretamente, o controle do PSD em Alagoas - presidido ‘oficialmente’ por Luciano Amaral - mas entregue pelo presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, nas mãos do governador. É com Paulo que Kassab dialoga sobre política no estado.
E em vários desses diálogos, segundo interlocutores, está o desejo de que Dantas filie-se ainda este ano ao PSD, para que esteja ‘pronto’ caso decida se candidatar nas eleições de 2026.
Kassab planeja ter, nas próximas eleições, a maior bancada de governadores do Brasil. Além dos dois eleitos em 2022 (Paraná e Sergipe), Eduardo Leite (RS) já assinou a ficha da sigla. Raquel Lyra (PE) e Eduardo Riedel (MS) estão praticamente fechados. Dantas seria o sexto nome a integrar as fileiras da legenda.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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