Blog do Roberto Ventura
Os desafios para Ancelotti
É claro e evidente que as dificuldades da seleção brasileira não estão apenas no comando técnico. O grande problema é que temos uma safra ruim de jogadores. Além disso, aqueles que deveriam ser os protagonistas não jogam e não vestem a camisa amarelinha com amor, com garra e determinação como atuam em seus times de origem, especificamente, os da Europa.
Vinicius Júnior não rende 30% do que joga no Real Madrid; Rodrigo há muito que não faz boas apresentações no Real e, principalmente na seleção brasileira. São dois jogadores sem inspiração, sem brilho, sem vontade e sem amor à camisa da seleção. O futebol apresentado no momento por ambos poderá lhes render o banco de reservas, caso Ancelotti adote a mesma metodologia que implantou no Real Madri e em outros clubes que ele dirigiu.
Começando pelo gol, a convocação de Alisson tem que ser repensada, falhou em jogos decisivos em duas Copas do Mundo, foi mal em alguns jogos das eliminatórias e já não apresenta a mesma performance de dias de glória no Liverpool.
Nas laterais já foram testados vários jogadores. Na direita tivemos Emerson Royal, Danilo, Fabinho, Éder Militão, Vanderson, Yan Couto e Wesley e, desses, apenas Wesley teve boa participação apesar de ter atuado apenas 15 minutos contra a Colômbia. Na lateral esquerda tivemos Guilherme Arana, Alex Teles, Alex Sandro, Renan Lodi, Caio Henrique, Airton Lucas, Wendell, Carlos Augusto, nenhum desses se destacaram.
Na zaga - exceção apenas a Gabriel Magalhães - foi uma dor de cabeça para os últimos técnicos que passaram pela seleção. O zagueiro Marquinhos - que nunca chegou a ser um grande jogador - há tempo que não deveria ser convocado.
Um meio de campo sem marcação, sem criatividade e sem inspiração, por isso, é necessário a volta de Casemiro. No ataque, Rafinha tem sido o destaque e Vini Júnior com altos e baixos, não rende o que dele se espera.
Portanto, o grande problema da seleção brasileira não é apenas a falta de talentos, mas sim, de vestir a camisa amarelinha com dedicação, garra, amor e raça.
Carlo Ancelotti não é milagreiro, não é mágico. É fato que ele é o maior técnico do mundo, mas também é fato que o material humano que ele irá encontrar não é dos melhores.
O experiente técnico italiano terá muitos problemas para encontrar um time ideal e pronto para tentar o hexacampeonato. A falta de tempo para implantar seu estilo de jogo e sua metodologia de trabalho para as eliminatórias é outro obstáculo ao trabalho de Ancelotti.
Vamos todos torcer para que tudo dê certo e que possamos conquistar o tão sonhado hexacampeonato, mas que o desafio é grande, disso eu não tenho dúvidas.
Sobre o blog
Roberto Ventura: Bel. em Ciências Sociais ( Cientista Político), Jornalista, Radialista, Pós-graduado em Assessoria de Comunicação e Marketing, cursou Marketing Político, Ex-Arbitro de Futebol Profissional
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