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PL paralisa articulações para 2026 à espera de decisão de JHC

Pré-candidatos tem receio que a demora do partido sobre as eleições inviabilize a construção de boas chapas para a disputa

19/05/2025 17h05 - Atualizado em 19/05/2025 17h05
PL paralisa articulações para 2026 à espera de decisão de JHC

Em Alagoas, o maior partido do país vive em compasso de espera por uma definição política do seu líder. As movimentações do prefeito JHC, presidente do PL em Alagoas, estão paralisando as articulações da sua base em torno de 2026.

Não há uma reclamação interna, mas a turma que pretende se candidatar pela sigla admite que não consegue desenvolver um projeto de médio prazo, porque não sabe quais serão os rumos do PL.

Presidente do partido, o prefeito da capital não dá nenhuma palavra sobre que caminho irá seguir nas próximas eleições - embora os indícios sejam claros de que deve mesmo migrar para o PSB, para poder aproximar-se de Lula e conseguir emplacar sua tia, Marluce Caldas, como ministra do STJ.

Apesar dos sinais, JHC não verbaliza seu destino. Mesmo encaminhado no PSB e conversado com João Campos, dirigente nacional da sigla, ao menos oficialmente o prefeito continua ‘com moral’ no PL - tanto que foi ele a única estrela da propaganda política do partido em Alagoas.

Enquanto isso, internamente, paira a dúvida para os pré-candidatos. Nos bastidores, há quem aposte que a demora de JHC em definir seu futuro pode inviabilizar o crescimento do partido em Alagoas.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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