Politicando
‘Super federação’ pode reunir PSB, Cidadania, PV, PDT e Rede em um só grupo
Partidos buscam saídas para escapar das sanções previstas para legendas que não atingirem a cláusula de barreira
Está em negociação, via Brasília, uma super federação com partidos de centro-esquerda. Se não tem potencial para ser das maiores bancadas da Câmara, ao menos pode ser a federação com a maior quantidade de legendas desde o início desta modalidade.
As negociações estão em patamares diferentes entre as siglas. A mais avançada está entre o PSB e o Cidadania, onde já há uma perspectiva de oficializar o acerto até julho deste ano.
Uma reunião em Brasília na semana passada, com a presença do ex-deputado alagoano Regis Cavalcante e do presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, deixou as bases da união alinhadas entre as duas legendas.
Já entre PSB e PDT havia um acerto anterior, que encontra-se em suspenso por conta da posição da sigla em relação a Lula, após o escândalo dos descontos nas aposentadorias.
PV e Rede, segundo um interlocutor, ainda estão na fase do ‘namoro’, em estágio inicial de conversas. Os verdes podem aderir caso a federação atual com o PT realmente seja extinta. Já a Rede precisa se desfazer da federação com o Psol para integrar o grupo.
Para funcionar nas eleições de 2026, as federações precisam estar constituídas até abril do ano que vem. Parlamentares de mandato que discordarem da união podem deixar as siglas sem perder o mandato, conforme entendimento da lei eleitoral.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
Arquivos
Últimas notícias
Palmeira dos Índios é única cidade de Alagoas a receber Prêmio de Inclusão Socioeconômica em Brasília
Penedo sedia encontro nacional dos Conselhos Municipais de Educação
Famílias de São Sebastião são beneficiadas com títulos de propriedade de imóveis
PL de Renan Calheiros avança no Senado com linha de crédito especial para produtores rurais endividados
Polícia desmancha depósito e apreende mais de 18kg de drogas no bairro São Luiz em Arapiraca
