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‘Super federação’ pode reunir PSB, Cidadania, PV, PDT e Rede em um só grupo

Partidos buscam saídas para escapar das sanções previstas para legendas que não atingirem a cláusula de barreira

20/05/2025 17h05
‘Super federação’ pode reunir PSB, Cidadania, PV, PDT e Rede em um só grupo

Está em negociação, via Brasília, uma super federação com partidos de centro-esquerda. Se não tem potencial para ser das maiores bancadas da Câmara, ao menos pode ser a federação com a maior quantidade de legendas desde o início desta modalidade.

As negociações estão em patamares diferentes entre as siglas. A mais avançada está entre o PSB e o Cidadania, onde já há uma perspectiva de oficializar o acerto até julho deste ano.

Uma reunião em Brasília na semana passada, com a presença do ex-deputado alagoano Regis Cavalcante e do presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, deixou as bases da união alinhadas entre as duas legendas.

Já entre PSB e PDT havia um acerto anterior, que encontra-se em suspenso por conta da posição da sigla em relação a Lula, após o escândalo dos descontos nas aposentadorias.

PV e Rede, segundo um interlocutor, ainda estão na fase do ‘namoro’, em estágio inicial de conversas. Os verdes podem aderir caso a federação atual com o PT realmente seja extinta. Já a Rede precisa se desfazer da federação com o Psol para integrar o grupo.

Para funcionar nas eleições de 2026, as federações precisam estar constituídas até abril do ano que vem. Parlamentares de mandato que discordarem da união podem deixar as siglas sem perder o mandato, conforme entendimento da lei eleitoral.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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