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Teca Nelma não descarta composição futura com JHC no PSB: “Não posso dizer que nunca mudarei”

Vereadora foi a entrevistada desta terça (20) no Na Mira da Notícia

21/05/2025 17h05 - Atualizado em 21/05/2025 17h05
Teca Nelma não descarta composição futura com JHC no PSB: “Não posso dizer que nunca mudarei”

Atualmente no campo de oposição ao prefeito JHC (PL), a vereadora Teca Nelma (PT) não descartou um diálogo mais próximo ao gestor num futuro, caso ele realmente troque o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo PSB, sigla próxima ao PT e à esquerda.

Teca, no entanto, afirmou que não basta somente mudar o partido, mas é necessária uma mudança de postura do prefeito. “A gente precisa falar não apenas da sigla partidária, mas o que a pessoa defende. É o modo de governar, o jeito de fazer a política. Se essa vinda do JHC para o PSB vier junto com uma mudança na forma de governar, aí a gente pode rediscutir”, disse.

Ao programa Na Mira da Notícia, na 96FM Maceió, Teca disse ainda que “voltar pro PSB e continuar com a mesma forma com que vem atuando, não vai haver muita mudança, não tem sentido mudar o posicionamento. Não posso dizer ‘nunca mudarei, sempre serei oposição’, porque eu não sei se ele [vai mudar] conjuntamente com a alteração de partido o seu modo de governar”.

Única petista da Câmara de Maceió, caberia a ela, caso o prefeito realmente faça essa transição ideológica, o movimento mais difícil entre os vereadores, já que teria que ‘virar a chave’ e passar a tratar de forma mais positiva as pautas municipais.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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