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Ex-vereador com pé em ‘duas canoas’ tem contas reprovadas pelo TRE e terá que devolver R$ 421 mil

Alan Balbino foi candidato a deputado federal pelo PSD em 2022, ficando na quarta posição na chapa

29/05/2025 17h05 - Atualizado em 29/05/2025 18h06
Ex-vereador com pé em ‘duas canoas’ tem contas reprovadas pelo TRE e terá que devolver R$ 421 mil

O ex-vereador por Maceió Alan Balbino teve suas contas eleitorais do pleito de 2022 reprovadas por unanimidade pelo pleno do Tribunal Regional Eleitoral. De acordo com a decisão, proferida na sessão da última segunda (26), Balbino terá que devolver R$ 421.971,31, por várias irregularidades detectadas no processo.

Balbino era vereador da capital quando foi candidato a deputado federal, então pelo PSD, nas eleições de 2022. No entanto, obteve apenas 3.334 votos, ficando na quarta posição da chapa - o PSD não elegeu nenhum deputado.

Em 2023, durante o período em que esteve na Câmara de Maceió, Balbino ficou conhecido por ter ‘pulado de canoa’, deixando a oposição a JHC, liderada pelo MDB, e rumando para a base de apoio do prefeito. Como era suplente, pouco depois deste movimento foi substituído pelo titular do mandato, Kelmann Vieira.

O processo em que o ex-vereador foi condenado contém provas de várias irregularidades, como contratação de serviços sem prestação de contas, ausência de notas fiscais, inconsistência em locação de veículos e contratação de uma pessoa que foi ao mesmo tempo doadora da sua campanha, o que é vedado.

Balbino gastou naquela eleição, de acordo com sua prestação de contas, R$ 530.339,04. No entanto, os desembargadores eleitorais avaliaram que não houve prestação correta de contas em valores que chegam a R$ 421.971,31 - valor que terá que ser devolvido ao erário público.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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