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Presidente da Câmara de Rio Largo é acusado de acobertar articulação golpista e impor silêncio

Requerimento pela revogação de ato que manchou a imagem do legislativo é ignorado em plenário; oposição denuncia manobra autoritária

05/06/2025 12h12 - Atualizado em 05/06/2025 13h01
Presidente da Câmara de Rio Largo é acusado de acobertar articulação golpista e impor silêncio

Na manhã desta quinta-feira (5), a Câmara Municipal de Rio Largo protagonizou mais um capítulo polêmico e preocupante no cenário político. Um requerimento apresentado pelo vereador Carlinhos Reis, com o apoio de outros três parlamentares, solicitando a revogação do Ato nº 001/2025 da presidência da Casa, foi simplesmente ignorado pelo presidente da Câmara, que se recusou a submetê-lo à votação em plenário.

O ato, que ficou conhecido nos bastidores como a “formalização de uma tentativa de golpe”, foi emitido pela própria presidência da Casa no início do ano e gerou uma crise institucional sem precedentes. O requerimento apresentado nesta quinta destaca que o ato foi precipitado, isolado e assinado pelo vereador Rogério Silva, sem respaldo dos demais membros da Mesa Diretora e sem qualquer legitimidade legal ou política.

Durante a sessão, o clima foi de tensão. Parlamentares como a vereadora Nadielle Rufino, Dr. Izaque e Jefferson Alexandre tentaram se pronunciar e reforçar a necessidade de que o requerimento fosse votado imediatamente. Contudo, foram silenciados pela condução da presidência, que se recusou até mesmo a abrir o debate sobre o tema.

A justificativa do presidente da Câmara para a omissão foi de que aguardará uma decisão da Justiça sobre os atos que ele próprio cometeu. Para o autor do requerimento, essa é uma manobra para postergar a correção de uma medida que feriu a idoneidade da Câmara e expôs a falta de imparcialidade de quem deveria zelar pela condução democrática dos trabalhos.

O requerimento lido em plenário cita ainda que tanto o prefeito Carlos quanto o vice-prefeito Peterson Henrique já se manifestaram diversas vezes reafirmando que não renunciaram aos seus cargos e que seguem firmes no exercício de seus mandatos legitimamente conferidos pelo povo nas urnas. Assim, qualquer tentativa de articulação paralela para declarar vacância de cargos, como já sugerido no tal ato da presidência, é considerada ilegal e despropositada.

Com a recusa em pautar o requerimento, o Legislativo riolarguense mergulha ainda mais em um cenário de instabilidade institucional, marcado pelo silenciamento dos pares e descolamento da legalidade.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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