Politicando
Vereadores cobram mais espaços e Chico Filho tem dificuldades com a base de JHC
Presidente da Câmara vive pressão de vereadores por demandas
Experiente, Chico Filho (PL) foi alçado à condição de presidente da Câmara de Maceió com aval do prefeito JHC (PL), como um nome de consenso diante da crise aberta entre o ex-presidente Galba Netto e o postulante à vaga, Marcelo Palmeira.
A partir daí, Chico tornou-se uma espécie de ‘homem de confiança’ de JHC no parlamento, facilitando a tramitação de projetos do executivo na casa e segurando as pontas em momentos de tensão, blindando politicamente o prefeito.
No entanto, de algumas semanas até aqui, a situação entre o presidente do parlamento e o gestor começou a esfriar - muito por conta do distanciamento de JHC das decisões do executivo, já que o prefeito ocupou boa parte do seu tempo em Brasília tentando emplacar a procuradora Marluce Caldas no STJ.
Segundo interlocutores, mesmo com o importante auxílio de Júnior Leão, a relação chegou a um ponto em que Chico não tem mais conseguido ‘matar no peito’ as demandas dos edis maceioenses.
O episódio mais marcante ocorreu há algumas semanas, quando quase a unanimidade dos vereadores prepararam um projeto que aumentava o percentual das emendas impositivas no orçamento municipal. Avisado, JHC conseguiu evitar o incêndio, mas o recado já havia sido dado.
O clima na Casa de Mário Guimarães é de ‘cenas dos próximos capítulos’. Não há uma rebelião instalada, mas há muita insatisfação por parte dos vereadores, o que pode causar problemas em breve para o prefeito.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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