Politicando
Marcelo Palmeira narra últimos dias de Biu de Lira e admite que indicou atual prefeito da Barra
Ex-prefeito e ex-senador era padrasto de Marcelo e faleceu em janeiro deste ano
Ex-vice-prefeito de Maceió na gestão de Rui Palmeira, o vereador Marcelo Palmeira narrou comovido pela primeira vez os últimos momentos do ex-senador Biu de Lira, que faleceu em janeiro deste ano, por complicações de um câncer.
“Chegava na casa dele e via que ele estava debilitado. Falava, motivava, mas não levava problema. Dez dias depois, quando cheguei, vi cadeira de roda, muleta e falei para minha mãe ‘não está certo isso’. Ele ainda foi diplomado, e veio o Arthur [Lira] e convenceu ele a se internar na Santa Casa”, afirmou.
“Lá foi identificada uma perfuração no intestino. Foi pro [Hospital] Arthur Ramos e veio uma equipe de São Paulo na madrugada do dia 31. Eu tava em casa e minha mãe ligou dizendo ‘Benedito quer falar com você’, e eu pensei ‘é pra se despedir’. Ele pegou na minha mão, não falava nada. Do dia 1º [dia da cirurgia] até o dia 14 [data do falecimento] ele não acordou mais”, disse.
Marcelo, que é filho de Tereza Palmeira, viúva de Biu, também lembrou da importância do padrasto em seu lançamento como político, lhe indicando para o cargo de vice-prefeito de Rui Palmeira, nas eleições de 2012, com aval do então governador Teotônio Vilela Filho.
Palmeira também disse que foi ele que apresentou o atual prefeito, Henrique Alves Pinto para Biu, mas que não foi ele que indicou Henrique para a função de vice, sendo esta uma escolha do próprio prefeito.
“Em 2020, Biu me procurou para fazer algumas indicações para a gestão, e indiquei Henrique como uma pessoa de confiança. Quando ele rompeu com Floriano [Melo, ex-assessor e ex-vice], trouxe o Henrique mais pra perto e foi dele a ideia de colocá-lo como vice”, afirmou.
O vereador de Maceió fez as declarações ao site Cada Minuto.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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