Politicando
Arthur Lira atuou nos bastidores para diminuir derrota de Lula no congresso
Deputado alagoano se movimentou para evitar outras duas derrotas em sessão que anulou aumento do IOF
Embora seja um dos conselheiros do presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos), Arthur Lira atuou durante a histórica sessão que derrubou decretos e vetos de Lula, na semana passada, para evitar que a derrota do governo fosse ainda maior.
Segundo o G1, Lira convenceu vários líderes partidários e conversou pessoalmente com muitos parlamentares do ‘baixo clero’ para que não fossem pautados dois projetos de interesse de Lula, que se fossem apresentados seriam derrotados pelo plenário da Casa.
Lira alinhou com a equipe econômica de Lula o adiamento do relatório da isenção do Imposto de Renda, até esperar o clima se acalmar. O alagoano, que é o relator da proposta, já tem o documento pronto para ser apresentado nas comissões da Câmara.
Em outra frente, Arthur evitou que os deputados aprovassem naquele dia uma proposta para conceder isenção de Imposto de Renda (IR) para mães solo que ganham até R$5 mil - o que significaria um impacto ainda maior no orçamento para 2026.
Embora com poder de fogo reduzido e sem a caneta na mão, Lira ainda goza de boa relação com o centrão, o que permite esse tipo de movimento, que afaga o governo, sem prejudicar o bloco do qual faz parte.
O deputado alagoano sabe que precisa manter a porta aberta para Lula, que pode ser sua tábua de salvação em 2026, num cenário onde não houver JHC e onde tiver que ‘correr trecho’ sozinho. É a política.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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