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Vereadores esvaziam sessão e votação da LDO e de R$1,2 bilhão em empréstimos é adiada

As comissões de Constituição e Justiça e de Orçamento publicarão um parecer com os esclarecimentos acerca dos empréstimos

09/07/2025 09h09 - Atualizado em 09/07/2025 09h09
Vereadores esvaziam sessão e votação da LDO e de R$1,2 bilhão em empréstimos é adiada

Marcada para a tarde desta terça-feira (8), a sessão extraordinária que votaria a LDO e os empréstimos de R$1,2 bilhão à Prefeitura de Maceió foi adiada pelos vereadores da capital. Inicialmente com quórum necessário para a votação, a sessão ficou esvaziada após pedido de adiamento da base.

As poucas informações sobre o empréstimo bilionário pedido pela Prefeitura de Maceió gerou insegurança na base de JHC na Casa. Olívia Tenório (PP) e Samyr Malta (Podemos), presidente da CCJ e da Comissão de Orçamento, respectivamente, pediram mais detalhes ao Executivo sobre a operação e o adiamento da votação pelo Plenário.

Para isso, as comissões farão uma reunião conjunta onde as dúvidas sobre os empréstimos serão sanadas para então o pedido ser apreciado pelo Plenário da Casa. Vale lembrar que o pedido de empréstimo tramita em regime de urgência.

Insatisfeito, o vereador Rui Palmeira (PSD) pediu que ao menos a LDO fosse votada nesta tarde já que havia número regimental. Após alguns minutos de sessão suspensa pelo presidente Chico Filho (PL), a vereadora Jeannyne Beltrão (PL) pediu recontagem de quórum já que o Plenário não tinha mais o número mínimo de vereadores para que a votação seguisse adiante.

O presidente convocará uma nova sessão ordinária para votar a LDO e os empréstimos após publicação do parecer das comissões no Diário Oficial do Município.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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