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Acordo Lula-JHC isola de vez Arthur Lira em 2026

Deputado precisa do prefeito para viabilizar sua eleição ao senado

10/07/2025 17h05 - Atualizado em 10/07/2025 18h06
Acordo Lula-JHC isola de vez Arthur Lira em 2026

Com a oficialização de que Marluce Caldas será a nova ministra do STJ e o acordo entre JHC e Lula envolvendo o MDB e Renan Calheiros, analistas avaliam que Arthur Lira é o grande prejudicado e pode ver o projeto de ser senador em 2026 ficar mais distante.

O principal motivo para isso é visível de longe: com JHC, Renans e o governo do estado juntos num mesmo palanque - ou ao menos sem que o prefeito de Maceió participe do processo eleitoral - Arthur perde a sua principal aliança política e fica com chapa incompleta para o ano que vem.

Lira sempre trabalhou por um palanque próprio com JHC, porque sabe que seu nome ao governo seria uma alavanca para o senado.

Sem o prefeito de Maceió, o deputado terá agora que redirecionar os faróis para outras frentes, se quiser continuar pleiteando a Câmara Alta. Porém, todas elas terão um custo político que precisa ser colocado na balança.

Se virar-se ao bolsonarismo, Lira poderá contar tanto com a desconfiança do eleitorado da direita, que o viu sustentar o atual governo enquanto foi presidente da Câmara, como também terá que lidar com a escassez na ‘fonte’ de emendas, já que vai se afastar de Lula e aproximar-se de Bolsonaro.

Resta ainda ao deputado uma última alternativa: esperar que JHC traia Lula e participe de 2026, fazendo com ele uma dobradinha. Quem acompanha o cenário e conhece o prefeito, diz que esta é uma possibilidade.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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