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Relator vota pelo retorno de Siderlane Mendonça à Câmara de Maceió

Desembargador divergiu de parecer emitido pelo Ministério Público Eleitoral

15/07/2025 17h05
Relator vota pelo retorno de Siderlane Mendonça à Câmara de Maceió

Em sessão ocorrida nesta segunda-feira (14) no plenário do TRE/AL, o desembargador Milton Gonçalves, relator do caso envolvendo o vereador afastado Siderlane Mendonça (PL), votou pelo retorno do parlamentar ao seu mandato de vereador por Maceió.

Como relator, o magistrado foi o primeiro a votar. Logo depois, o desembargador Alcides Gusmão solicitou vistas, e a pauta foi suspensa. Não há nova data para o julgamento do caso.

O voto do relator da causa diverge do parecer emitido pelo procurador regional eleitoral, Marcelo Lobo, que recomendava a manutenção do afastamento do vereador pelo prazo de 180 dias, além de dar posse ao suplente imediato de Siderlane, Caio Bebeto (PL).

Em seu voto, o relator acatou o que disse a defesa de Siderlane, advogado Marcelo Brabo. Segundo ele, os fatos narrados no pedido de afastamento emitido pela Polícia Federal ocorreram entre os anos de 2020 e 2021 - portanto, afastar o parlamentar neste momento seria condená-lo de forma antecipada.

Siderlane Mendonça foi afastado do mandato por decisão do juízo da 2ª Zona Eleitoral, após pedido da Polícia Federal no âmbito da Operação Falácia. Segundo as investigações, o vereador estaria envolvido em um esquema de ‘rachadinha’ com verbas do seu gabinete.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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