Politicando
Kelmann Vieira estabiliza relação de JHC com Câmara, e aumenta base de apoio do prefeito
Segundo os cálculos do novo líder, são 24 dos 27 vereadores na bancada do governo municipal
Ocupando a posição de líder do prefeito JHC (PL) na Câmara de Maceió há aproximadamente duas semanas, é de Kelmann Vieira (MDB) o trabalho de estabilizar a antes relação turbulenta entre os colegas e a gestão municipal.
O experiente vereador, que já foi presidente da Casa de Mário Guimarães por três vezes, assumiu a função num momento difícil, em meio à rebeldia de parlamentares e demora na aprovação de questões importantes, como a LDO e os empréstimos solicitados por JHC.
Com o respeito dos colegas, conseguiu o diálogo necessário para zerar a pauta. E mesmo com a Casa em recesso, a experiência de Kelmann tem sido importante na construção de uma base ainda mais sólida para o prefeito.
Trazendo antigos aliados do MDB e PSB, Vieira e JHC hoje contam com uma base de 24 dos 27 vereadores da capital - apenas Rui Palmeira (PSD), Teca Nelma (PT) e Sílvio Camelo Filho (PV) não aderiram à gestão.
O número é mais que suficiente para que JHC, após missão política cumprida em Brasília, possa redirecionar a gestão e finalmente começar a governar a capital em seu segundo mandato.
Garantia em parte, conseguida a partir da liderança de Kelmann - o personagem que o MDB deixou escapar.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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