Politicando
João Caldas assume presidência nacional do DC, e aumenta leque de possibilidades de JHC
Com partido ‘nas mãos’, pai do prefeito JHC oferece opção livre de amarras nacionais ou locais
Ao assumir, na tarde desta terça-feira (29) a presidência nacional do Democracia Cristã (antigo PSDC), o ex-deputado João Caldas possibilita mais uma saída eleitoral para o filho, o prefeito da capital JHC (PL).
Em que pese o pequeno DC não ter nenhum deputado ou senador, ainda é um partido legalizado e conta com uma fatia do fundo eleitoral - cerca de 3,4 milhões para gastar em 2026. Não é muito, mas dependendo de onde for investido, pode fazer barulho.
Com futuro partidário incerto, JHC ainda procura uma saída para o emaranhado de acordos políticos nos quais se envolveu diretamente e que impactam em 2026. E um deles diz respeito a deixar o PL e migrar para uma legenda mais alinhada a Lula e aliados locais.
Ainda relutante em relação ao PSB do amigo João Campos, considerado pelo eleitorado de JHC como ‘lulista demais’, o DC poderia soar como uma alternativa mais ‘neutra’ para o prefeito, que teria assim uma legenda para se movimentar politicamente para qualquer dos lados.
Sem contar que, com a presidência nacional do pai, o prefeito não teria sustos na condução de sua estratégia política, como pode acontecer com o PSB e até mesmo com o União Brasil, outra legenda que está no radar.
Caldas, um político experiente, sabe a importância de não estar amarrado a nenhum grupo político nacional, caso tenha planos para as próximas eleições. Assim aposentou Eymael, o veterano democrata cristão.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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