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Projeto de armazenamento de gás no subsolo de Pilar causa polêmica

Moradores, pescadores e organizações de defesa do meio ambiente relatam dúvidas em relação a segurança do projeto

12/08/2025 17h05 - Atualizado em 12/08/2025 17h05
Projeto de armazenamento de gás no subsolo de Pilar causa polêmica

Uma empresa particular na área de energia pretende executar na região de Pilar (35km de Maceió) um projeto inédito no país, e que já causa bastante polêmica pelo medo dos riscos ambientais e para a segurança da população.

A ideia é reaproveitar áreas já utilizadas para extração de gás natural que pertenceram à Petrobras, bem como construir novas instalações para um depósito subterrâneo de estocagem de gás de grande porte. As informações são da Agência Tatu e foram divulgadas pelo portal The Intercept.

Quando em funcionamento, a área subterrânea para estocagem de gás teria capacidade para cerca de 500 milhões de m³ de gás por ano, o que equivale a 30 milhões de botijões de gás - praticamente o consumo mensal de todo o país, que é de 35 milhões de botijões.

A iniciativa já recebeu o sinal verde do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), responsável pelo licenciamento ambiental em nível local, e aguarda apenas a autorização da Agência Nacional de Petróleo (ANP) para iniciar as atividades de execução da obra.

Moradores de Pilar, pescadores e organizações ambientais, ao saberem da construção de um imenso depósito subterrâneo de gás, imediatamente associaram a iniciativa aos riscos constatados pela mineração da Braskem, que deixou dezenas de milhares de moradores sem moradia e vários bairros de Maceió isolados.

Especialistas e organizações que atuam na área de energia também alertam para falhas no plano de emergência apresentado pela empresa ao IMA, que não aponta soluções para vários pontos em caso de emergências não previstas. O gás metano, que seria estocado no local, é altamente inflamável.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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